quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Paraty São Várias...

Tantas vezes quantas eu vá a Paraty e mais me sinto à vontade, com vontade de voltar, de ficar mais, de poder observar cada rua e construção de um modo diferente, com outra luz, com outro olhar. Paraty são várias. Paraty é um daqueles lugares, acredito, onde se vai e, mesmo sem conhecer, se percebe uma familiaridade ancestral - acho que é um tipo de lembrança assim que sentimos quando andamos por aquelas ruas de pedra, quando vemos a maré subir de tardinha, na hora da volta dos barcos, e inundar ritmicamente as ruazinhas de perto do cais - sim, pra quem não conhece, Paraty encontra-se abaixo do nível do mar em seu Centro Hístórico. Interessante que há pelo menos 2 versões para isso: há quem ache que já foi construída assim e outros acreditam que vem afundando com o passar do tempo. Nas noites de Lua Cheia e de Maré Alta, as inundações são ainda mais impressionantes (falo mais sobre isso depois, que acho fantástico, em outro Post). A vida lá, e não é exagero falar assim, parece ter ritmo próprio e indefinido - não obedece a calendários convencionais - mesmo que lá eles também existam. Engraçado visitá-la no Carnaval...de dia se percebe o que houve durante a noite passada nos restos da festa que se encontra seja no chão, nos cartazes, nos estandartes pendurados nas paredes do velho casario. O calor do verão não parece estimular muito as caminhadas dos turistas e a solidão das ruas e calçadas impressiona. Achei que, a qualquer momento, poderia encontrar um feitor e escravos, Senhorinhas e suas mucamas, os mascates de antigamente... Ouve-se não muito mais do que os passos de um e de outro, os cascos dos cavalos nas pedras das ruas, vozes ao longe, o mar e, engraçado, esse silêncio é o que mais se parece para mim de fato com Paraty. É um silêncio que não cansa, não entedia, não enjoa nem nada - ao contrário, faz a imaginação ir tão longe com tanta história ali - mas que é tão denso que se pode quase tocar e que contrasta com o ir e vir dos turistas de outras horas, de outras estações, com a Paraty das festas e dos Bailes de Rua, da FLIP e dos passeios de barco...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nessa também lembrei de vc, Ragazzina!!


Um Olhar Sobre as Coisas...

Acho que vou tentar entrar nessa de Blogueiro: até porque, com tanta gente inteligente e letrada na minha vida - como o Rondinell (falo sobre ele depois) e a Luciana - acho que vai me fazer bem tentar me expor um pouco, arriscar umas palavrinhas.
Não sei bem sobre o quê, acho que preciso mesmo escrever mas ainda faço isso muito de vez em quando - e no mais das vezes pra mim mesmo, sem público.
Mas aí, lendo o Blog da Luciana (Borboletas nos Olhos, vão lá ver!!) de um modo tão contumaz (porque é sempre tão lindo, tão vivo, e eu me senti tão próximo dela nessa viagem) me deu mais vontade de tentar. Daí, eu pensei: gosto tanto de imagens quanto de palavras, às vezes acho mesmo que uma pode substituir a outra e noutras vezes acredito que não porque uma foto não precisa muito de explicação nenhuma como também as palavras às vezes não carecem de qualquer moldura. Bem, não me comprometo a ser fluente nem nada (tudo bem, talvez isso também seja uma defesa) mas quero vir aqui e contar: de mim, dos outros, provocar; Enfim: expor o meu olhar sobre as coisas.